MUSEU VIRTUAL DO AÇÚCAR

A tecnologia do açúcar, na sua essência, possibilita a reunião de conceitos científicos de diversas áreas, como apresentado no processo tecnológico. Neste museu dar-se-á ênfase aos fundamentos científicos do processo tecnológico; poder-se-á concluir que a prática e a vida profissional, só são possíveis com o entendimento e aplicação desses conceitos teóricos.

A página principal é de consulta fácil e tem uma descrição básica de todo o processo tecnológico de produção de açúcar. É de fácil acesso e compreensão para qualquer indivíduo com formação básica. Durante a descrição existem links ou sub-páginas onde são aprofundados conceitos e desenvolvidos fundamentos teóricos físico-químicos ou matemáticos.

A descrição é acompanhada com esquemas e/ou fotografias do equipamento, ou mesmo pequenos filmes.

Deste modo a consulta do museu tem 2 graus de aprofundamento: um mais acessível e básico; outro com maior exposição e exploração teórica.

 

 

Introdução

DESCRIÇÃO DO PROCESSO TECNOLÓGICO

 

A cana, depois de queimada e cortada no campo, chega à fábrica em camiões e atrelados de tractores e é descarregada por meio de gruas nas mesas de alimentação .

 

 

Das mesas alimentadoras, a cana passa a um condutor que alimenta o primeiro jogo de facas (FACAS PRIMÁRIAS) que corta a cana em pequenos pedaços de 20 a 60 centímetros de comprimento e passa ao condutor elevador que alimenta o segundo jogo de facas (FACAS SECUNDÁRIAS) situado na extremidade do condutor que a corta em pedaços de 20 a 30 centímetros. A cana cai directamente numa desfibradora com a capacidade de 180 t/h e 49 martelos, que desfaz completamente em fibra

Açúcar é feito por algumas plantas para armazenar energia da que eles não precisam imediatamente, bastante como animais faça gordo. As pessoas gostam de açúcar para sua doçura e sua energia assim algumas destas plantas são comercialmente crescidos extrair o açúcar:

 

Desfibrador de Mafambisse, Marromeu e Xinavane respectivamente

 

O trem de moinhos é composto por três a cinco moinhos de três ou quatro rolos, recebe a fibra e comprime-a de forma a extrair o sumo que ela contém. Cada moinho é accionado por motor eléctrico ou turbina a vapor.

 

Trem de Moinhos

 

O transporte de bagaço entre os moinhos é feito por condutores de arraste. Para facilitar a extracção do sumo, usa-se o sistema de imbibição composta, isto é, adiciona-se água à entrada do último moinho, recirculando-se o sumo a contra corrente do último para o penúltimo e deste para o anterior e assim sucessivamente. O sumo dos dois primeiros moinhos é filtrado por meio de filtros parabólicos, antes de ser enviado ao processo e a fibra resultante alimenta o segundo moinho. O bagaço que sai do último moinho é conduzido para as caldeiras e usado como combustível para a produção de vapor  saturado seco que acciona as turbinas da central eléctrica e dos moinhos

 

O sumo misto proveniente do trem de moinhos é em seguida pesado numa Servo-balança com capacidade de 250 t/h, a qual descarrega num tanque onde recebe a primeira adição de cal para obter um pH=8.2. Dai, é bombeado aos aquecedores LÍQUIDO-LÍQUIDO de cinco vasos cada, que utilizam o condensado dos evaporadores como meio de aquecimento do sumo de 25°C até cerca de 38-54°C.

 

Em seguida, o sumo é bombeado aos AQUECEDORES PRIMÁRIOS que utilizam o vapor extraído dos evaporadores como meio de aquecimento do sumo até cerca de 75-80ºC.

 

O sumo, é então enviado a um tanque alcalizador para a segunda adição de cal, onde se obtém um pH entre 7.0 e 7.2. Depois do tratamento químico, o sumo é bombeado aos AQUECEDORES SECUNDÁRIOS, de características iguais aos primários para se obter a temperatura de 105ºC no sumo.

 

Aquecedor Primário

Alcalizador

Aquecedor Secundário

 

Posteriormente o sumo é enviado a um tanque “flash” que o distribui a dois CLARIFICADORES. O sumo clarificado é enviado a um tanque. A sujidade (lama) obtida é enviada a um misturador com bagacilo e daí a três filtros de vácuo. Daqui o sumo filtrado volta ao tanque de sumo pesado e as borras são transportadas ao exterior e usados nos campos como fertilizantes.

 

Evaporadores de Múltiplo Efeito

 

Do tanque do sumo clarificado, o sumo é bombeado aos EVAPORADORES que constam de dois quádruplos efeitos. Nos evaporadores o sumo clarificado sofre uma evaporação até á obtenção do xarope de 60ºBx (com 40% de água), o qual é bombeando aos tanques de xarope situados ao nível dos tachos.

 

Dos tanques, o xarope é bombeado aos tachos .

 

Tachos ou Panelas de Vácuo

 

Nos TACHOS realiza-se a evaporação da água do Xarope para tornar a solução sobressaturada e permitir o crescimento dos nódulos de cristal que se introduzem, formando a 1ª massa ou massa A

Tachos de Vácuo Horizontais.

 

A massa cozida A é descarregada em dois receptores e destes para dois cristalizadores contínuos com sistema de esfriamento. A massa cozida B que provém da evaporação da mistura do melaço A e água é descarregada num receptor passando a quatro cristalizadores não contínuos com sistema de esfriamento e a massa cozida C proveniente da evaporação do melaço da massa B é descarregada em dois receptores e destes para dois grupos de três cristalizadores contínuos cada um com sistema de esfriamento.

 

Centrifugas

 

Dos cristalizadores as massas cozidas passam às Centrífugas precedidas de um aquecedor de massas. O açúcar A e B resultante das massas A e B são descarregados num sifão situado por baixo das centrifugas, onde se misturam, passando a um transportador de cinta que os transporta a um elevador e deste ao secador de crudo. O açúcar C volta aos tachos e o melaço é pesado e armazenado.

 

 

Uma vez seco, o açúcar é transportado até a área de ensacamento, onde é pesado manualmente e colocado em sacos de 100 kg, os quais são cosidos em de seguida  e armazenados.