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A COLHEITA DA CANA |
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AVALIAÇÃO DO
ESTADO DE MATURAÇÃO
O talho da cana está formada
essencialmente por uma série de nós cuja idade de cada uma varia de acordo com
a data da sua formação. A maturação é um processo que acontece de nó para nó
e o grau de maturação de cada nó separadamente depende da idade destes. O
conteúdo de açúcar vai diminuindo gradualmente desde o inferior ao superior,
sendo quase nulo no ultimo nó superior da estaca da cana. Quando o conteúdo de açúcar é uniforme em toda
longitude do talho se diz que a cana chegou ao estado de maturação completa. A idade óptima para realizar o corte é de 12 a 18
meses, embora nas condições de Moçambique dependendo de várias situações,
tais como: clima, factores de índole económicos, o período e extensão, vai de
8 a 24 meses de idade. Estimativa de produção A estimativa de cana é o cálculo de produção
ao nível das farmas realizadas com maior aproximação possível da produção
real com o fim de planificar e programar racionalmente todo o processo
agrícola e industrial da campanha. Existem duas principais
estimativas: 1 – Estimativa preliminar 2 – Estimativa final A preliminar serve para programar a data
do inicio da central da fábrica, assim como a sua reparação e de equipamentos
agrícolas necessários para a campanha e também para preparação de recursos
humanos e materiais necessários A final serve como base para elaborar o
plano técnico-económico e a programação dos cortes e permite conhecer a
disponibilidade de cana por variedade e etapas de corte. Para fazer a programação de corte é necessário
conhecer o índice de maturação da cana no campo, no qual se usa um
equipamento chamado Brixómetro de
campo. Neste se extrai o sumo da parte superior e inferior da cana em pé,
analisa-se imediatamente e o resultado obtido da parte superior é dividido
pela resultado da parte inferior. Esta medição é realizada em vários pontos
do campo, e do resultado acha-se a média e dai se sabe que uma determinada
cana, de um campo qualquer, está pronta para ser cortada.
COLHEITA MANUAL VS COLHEITA
MECANIZADA. CORTE E CARREGAMENTO DE CORTE O corte pode ser feita tanto manualmente como
através de máquinas. Corte Manual - corte de cana é um
trabalho duro e sujo mas pode empregar muitas pessoas em áreas onde há
escassez de emprego - o corte é feito ao nível de chão, as folhas verdes do
topo são atiradas e então o talo é amontoado. Uma vez um molho completo ele
retirado do campo com um com uma grua e transferido então a um veículo maior
para transporte para a fábrica. Na sua maioria, no corte a Maquina
a cana é cortada em comprimentos curtos mas é controlada de um modo
semelhante como no corte da cana a mão. Só podem ser usadas máquinas onde
as condições do terreno são satisfatórias e a topografia é relativamente
uniforme. Para além do custo elevado das máquinas e a perda de postos de
trabalhos por ela causada, faz desta solução inadequada para muitas
propriedades de açúcar. O corte começa na extremidade do campo para
facilitar o transporte na entrada e saída do mesmo e tem que levar em
consideração, canais de escoamento, drenagens, estradas, murmucheas,
qualquer outra obstrução e condição meteorológica na ocasião Procedimento a) A cana deve ser cortada ao nível do solo sem
deixar pedaços. b) A Nzonga (ponta) da cana deve ser cortada tão próximo do
ponto de quebra natural quanto possível. c) A cana deve estar
sem sujidade, ervas ou lama. d) A cana deve
ser arrumada em bancos pronta para ser levada para a fábrica, entretanto
limpa, livre de sujidade, ervas e outros sólidos. e) O número de linhas de cana a cortar para um
único banco é normalmente de 10, mas isso pode variar, dependendo da produção
de cada campo. f) Os bancos devem
estar de 4 a 8 metros de qualquer rodovia, nyoka-nyoka,
murmucheas, dreno, ou outro tipo de obstrução para
facilitar as manobres da maquinaria durante o carregamento. g) A tarefa deve ser cumprida no mesmo dia em
que é dada para evitar a deterioração por reacção inversa do açúcar. A concentração do açúcar na cana por unidade de
comprimento é muito mais elevado na base da cana do que no topo da estaca. É
então essencial que a cana cortada chegue com muita urgência ao moinho após o
corte. O corte deve ser feito a nível do chão para maximizar rendimentos, reduzir
riscos de dano para trabalhadores e tractores ou pneus da maquinaria usada
neste processo. Também melhora o rebento da colheita seguinte. Durante o corte, deixar catos
de mais de um a dois centímetros de altura, aumenta pontos de entrada de
esporos de smut(fungão) e são uma fonte para pestes, insectos e doenças. O desenho de sulcos (linhas) de plantação na
irrigação por sulco e nos sistemas de rega por aspersores, assim como no cultivo em sequeiro, são
tomados em consideração na escolha das catanas de corte de cana. Para
colheita mecânica, corte basal opera eficientemente se a cana estiver em pé e
o terreno plano. CORTE DE NZONGA (pontas das canas)
O ponto de
rompimento natural é usado para indicar a altura de corte de nzongas de cana. FATORES PARA CONSIDERAR AO CORTAR NZONGAS
A altura de cortar nzonga
é muito importante 1-
Cortar muito alto aumenta custos de transporte e as
vezes reduz a eficiência dos moinhos da fábrica na extracção dos açucares. 2-
Cortar muito baixo reduz tanto a cana por tonelada,
como o rendimento do açúcar por tonelada. O controle de qualidade na fabrica determinará em
grande parte a qualidade de corte de nzonga. O ponto de rompimento natural é mais baixo em
cana jovem imatura no início da campanha e é mais alto para cima numa estaca
de cana mais velha e mais tarde na campanha de corte. Em cana florescido pithiness também deve ser levado em conta. O uso de ripeners afecta a maturidade ao topo da estaca de cana e
os restos de ponto de rompimento naturais desaparece
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